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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fechem o Congresso Nacional! Volta a Ditadura!

É HOJE A PUTARIA! Hoje a putaria vai se congregar no Congresso Nacional. Aliás, hoje vai desfilar com a melhor roupa já que lá é a sua casa. O Congresso Nacional passou dez anos submisso ao governo de então. Dez anos! E agora, devido aos vetos presidenciais dos royalties, pretendem votar mais de três mil votos de uma única tacada. Muitos destes vetos até já perderam o prazo para serem analisados. A Constituição prevê que cada veto deve ser analisado por uma comissão mista. Mas este dispositivo constitucional nunca foi feito para todos estes vetos. E agora vem aí a putaria! Sabe então qual é o remédio? DITADURA! Sim, ditadura. Para que? Para acabar com a festa destes vagabundos, salafrários, ladrões, peculatários, fraudadores, procrastinadores, imundos e filhos de putas do Congresso Nacional. Porque então?

Ora, quem sabe eles voltem a "lutar pela liberdade, democracia, direitos iguais". Talvez, assim, eles lembrem-se para que lutaram. Talvez possamos ter de volta aquela esquerda fajuta e aquela direita sem noção para fazer o país andar, ciclicamente, mais vinte anos (com o intervalo da pretensa ditadura, claro), rumo à pseudo-democracia representativa. Já é bem claro que o Congresso Nacional não serve para nada. São parlamentares de origem intelectual duvidosa. São eleitos com a compra de votos, com a exploração da miséria alheia, com os acordos empresariais, com a venda da mãe, com a venda da alma para o Satanás-Beelzebube-Hades-Loki-Kali-Sheeva-Iemanjá e outras entidades do submundo humano.

Estes incompetentes poderiam mudar a Constituição. Reparar exageros dela. Apreciar novos códigos penais criminais, processuais e outros. Mas a capacidade e intelectualidade destes são de procedência "Severino Cavalcanti". E aí está a porra da merda do cocô do cavalo do bandido. Eu disse mudar a Constituição? Ah sim, esqueci que quando estes lacaios votam é para benefício do Governo ou benefícios e interesses regionais ou pessoais. O povo que se foda. Até tirar o poder do Supremo já ameaçaram retirar - só porque os "miguchos" mensaleiros foram condenados. Onde já se viu? Votar três mil vetos de uma tacada só?

Mas calma aí, companheiro. Como é isso mesmo? É simples. Os bonitões, por ordens do enterra-todos José Sarney, vão votar todos os vetos em uma cédula única que mais parece um livro. Tá pra ti? Vão deixar muitos em branco ou alguns vão manter. O objetivo é fazer a fila andar para chegar ao veto dos royalties. Só assim, com esta manobra, vão atender ao que o Ministro Luis Fux ordenou no mandato de segurança - que os vetos sejam votados em ordem cronológica. É tão putinhos. Porque o que querem é por a mão nesta nova receita. Não estão trabalhando para ajudar seus estados. ESTÃO MANOBRANDO PARA POR A MÃO NA GRANA DOS BRASILEIROS - BANDOs DE FILHOS DE PUTA COM CORNO!

Então sabem a solução? FECHEM O CONGRESSO E VOLTA A DITADURA. Fechem o Congresso e o transformem no Museu da Memória da Impunidade e do Roubo. Mas por favor, matem todos desta geração fuleira de parlamentares. 
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sábado, 23 de junho de 2012

Na América do Sul é assim mesmo: golpe e elite dominante na névoa da democracia

É incrível como o blogueiro da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, acusa o Brasil e outros mandatários da Unasul de incongruência com a democracia e a legalidade. Ele afirma que a deposição foi democrática e com todo o trâmite legal. Ele, um blogueiro de uma revista direitista, vendida, a favor de determinados grupos dominantes que perderam o poder e estão loucos para terem de volta.[1]

A opinião pública está dividida. Os que são a favor do senado paraguaio afirmam que foi um processo democrático, legal e constitucional. Os contra afirmam que foi um golpe parlamentar disfarçado. Mas o que temos mesmo aqui, independente das opiniões, é a mostra da frágil democracia sul-americana. Aliás, se é que pode-se chamar de democracia. Mas e aí, o que é democracia mesmo? Depende muito nos dias de hoje e vai de país para país. No nosso caso é representativo. Votamos em um parlamentar e ele, com o nosso voto, toma decisões como se fossem nossas. A isto, eles e nós chamamos de democracia. Logo, diz-se que foram eleitos democraticamente para representar o povo e, por isso, deve ser respeitada a sua legitimação. Então que dizer que todas as ações de nossos parlamentares são baseadas em nossa vontade? O roubo, o golpe, a contravenção, a falácia e outras mazelas do nosso legislativo são as nossas vontades por que os elegemos como os nossos representantes. Segundo a carta constitucional paraguaia, o sistema representativo também norteia a democracia do país. Agora vejamos o que ela reza para afastar o presidente:

Artícuclo 225:

El Presidente de la República, el Vicepresidente, los Ministros del Poder Ejecutivo, los Ministros de la Corte Suprema de Justicia, el Fiscal General del Estado, el Defensor del Pueblo, el Contralor General de la República, el Subcontralor y los integrantes del Tribunal Superior de Justicia Electoral, solo podrán ser sometidos a juicio político por mal desempeño de sus funciones, por delitos cometidos en el ejercicio de sus cargos o por delitos comunes.

La acusación será formulada por la Cámara de Diputados, por mayoría de dos tercios. Corresponderá a la Cámara de Senadores, por mayoría absoluta de dos tercios, juzgar en juicio público a los acusados por la Cámara de Diputados y, en su caso, declararlos culpables, al solo efecto de separarlos de sus cargos. En los casos de supuesta comisión de delitos, se pasarán los antecedentes a la justicia ordinaria.

E  mais, passemos agora aos frágeis motivos de deposição do presidente Fernando Lugo:


LIBELO ACUSATORIOANEXOARTÍCULO 1° INC. C) - RESOLUCIÓN H. CÁMARA DE DIPUTADOS N° 1431/2012
1. OBJETO.El Líbelo Acusatorio contra el Presidente de la República Fernando Lugo Méndez, se funda en las consideraciones de hecho y de derecho que pasamos seguidamente a exponer:
Nuestra Constitución Nacional, en su Artículo 225, establece:
"El Presidente de la República, el Vicepresidente, los Ministros del Poder Ejecutivo, los Ministros de la Corte Suprema de Justicia, el Fiscal General del Estado, el Defensor del Pueblo, el Contralor General de la República, el Subcontralor y los integrantes del Tribunal Superior de Justicia Electoral, solo podrán ser sometidos a juicio político por mal desempeño de sus funciones, por delitos cometidos en el ejercicio de sus cargos o por delitos comunes.La acusación será formulada por la Cámara de Diputados, por mayoría de dos tercios. Corresponderá a la Cámara de Senadores, por mayoría absoluta de dos tercios, juzgar en juicio público a los acusados por la Cámara de Diputados y, en su caso, declararlos culpables, al solo efecto de separarlos de sus cargos. En los casos de supuesta comisión de delitos, se pasarán los antecedentes a la justicia ordinaria".
2. LOS HECHOS QUE MOTIVAN ESTA ACUSACIÓN2.1 ACTO POLÍTICO EN EL COMANDO DE INGENIERÍA DE LAS FUERZAS ARMADASEn el año 2009, con autorización del Presidente Lugo, se realizó una concentración política de jóvenes en el Comando de Ingeniería de las Fuerzas Armadas, el que fue financiado por instituciones del Estado, incluyendo a la Entidad Binacional Yacyreta. Fernando Lugo, reconoció que la Entidad Binacional Yacyretá financió el encuentro de jóvenes socialistas de la región, llevado a cabo en el Comando de Ingeniería de las Fuerzas Armadas.
Esas instalaciones fueron utilizadas para la reunión de los jóvenes, quienes colgaron banderas con alusiones políticas, llegando a izarse una de ellas en sustitución del pabellón patrio.
Ese acto de naturaleza netamente política y con los exabruptos ampliamente difundidos por los medios de prensa solo pudo ser realizado con la autorización del Comandante en Jefe y prueba de que el Gobierno avaló, instigó y facilitó esos actos políticos dentro del cuartel es que varios importantes funcionarios del Gobierno participaron del evento pronunciando discursos instigando a la lucha de clases, como el pronunciado por el entonces Ministro de la Secretaría de Emergencia Nacional, Camilo Soares.
2.2 CASO ÑACUNDAYFue el Gobierno del Presidente Lugo el único responsable como instigador y facilitador de las recientes invasiones de tierras en la zona de Ñacunday. La falta de respuesta de las fuerzas policiales ante las invasiones de supuestos carperos y sin tierras a bienes del dominio privado, solo han sido parte de esa conducta cómplice.
El presidente Lugo ha utilizado a las fuerzas militares para generar un verdadero estado de pánico en toda esa región, violando el derecho de propiedad e ingresando a inmuebles de colonos, so pretexto de realizar el trabajo de amojonamiento de la franja de exclusión fronteriza. Sin embargo, esos trabajos eran acompañados por dirigentes de la Asociación de Carperos, quienes abiertamente dirigían la labor de los técnicos y de los integrantes de las fuerzas militares, que han dado lugar a interminables denuncias de los propietarios y también incontables publicaciones periodísticas referidas a esa situación.
Y mientras esas invasiones se producían y se daban a conocer amenazas de otras más en otros departamentos de la República, el Presidente Lugo se mostraba siempre con puertas abiertas a los líderes de esas invasiones, como es el caso de José Rodríguez, Victoriano López, Eulalio López, entre otros, dando un mensaje claro a toda la ciudadanía sobre su incondicional apoyo a esos actos de violencia y de comisión de delitos que eran propiciados y desarrollados a través de esas organizaciones. Fernando Lugo ha sometido las fuerzas militares a los denominados carperos, quienes han realizado todo tipo de abusos, agresiones y atracos a la propiedad privada, a la vista de las fuerzas públicas, quienes no actuaron por la indisimulada complicidad del Presidente de la República con esos agresores.Los miembros de esta Cámara recordarán lo ocurrido con la Intendente Municipal de Santa Rosa del Monday, María Victoria Salinas Sosa, quien fue víctima de un violento ataque de carperos quienes la golpearon, patearon y destrozaron el vehículo en el que se desplazaba.
2.3 CRECIENTE INSEGURIDADEl Presidente Lugo ha sido absolutamente incapaz de desarrollar una política y programas que tiendan a disminuir la creciente inseguridad ciudadana.
En estos 4 años de Gobierno, a pesar de los importantes recursos financieros que le fueron proveídos por el Congreso Nacional para potenciar a la fuerza pública, los resultados han sido no solo insatisfactorios sino también ha quedado por demás demostrado la falta de voluntad del Gobierno para combatir al Ejercito del Pueblo Paraguayo, que se ha convertido, al amparo y con la complicidad del Gobierno, en el azote de los ciudadanos de los departamentos de Concepción y San Pedro.
Los distintos operativos emprendidos por el Gobierno, muchas veces con gran cobertura periodística, han tenido como único resultado el total fracaso. Nunca en la historia de este país, la Policía Nacional ha tenido tantas víctimas cobardemente asesinadas por los integrantes del EPP y, a pesar de ello, la conducta complaciente del Presidente siguió inalterable.
Todos los Miembros de esta Honorable Cámara de Diputados conocemos los vínculos que el Presidente Lugo siempre ha mantenido con grupos de secuestradores, que anteriormente se vinculaban al movimiento-partido Patria Libre y cuya ala militar hoy se denomina EPP.
Los costosos operativos dispuestos por el Gobierno durante los dos estados de excepción no han dado resultado alguno y, por el contrario, solo ha generado una mayor fortaleza de ese grupo terrorista armado a través del descrédito y las humillaciones a las que fueron sometidas las fuerzas militares y policiales asignadas al operativo.
El Presidente Lugo es el responsable de la creciente inseguridad y es responsable también por haber mantenido por tanto tiempo como Ministro del Interior a una persona absolutamente inepta e incapaz para ocupar ese cargo. Esa ineptitud, sumada a la indisimulada relación cómplice entre el Presidente Lugo y los líderes de la asociación de carperos y otras organizaciones que fueron protagonistas de innumerables invasiones de tierras y otros tipos de agresiones son los que han propiciado y facilitado el lamentable suceso que costara la vida a 17 compatriotas, 6 de ellos pertenecientes a la Policía Nacional y que fueron cruelmente asesinados y a sangre fría por auténticos criminales, que también han incitado y manipulado a campesinos del lugar.
Luego de esa triste jornada, de la que felizmente se tienen importantes datos y filmaciones que han sido generosamente difundidas por distintos medios de prensa, solo se ha tenido una posición absolutamente equívoca del Presidente de la República en relación a lo ocurrido. Fernando Lugo Méndez y varios de sus ministros, y en especial Miguel López Perito y Esperanza Martínez, han pretendido tratar por igual a los policía cobardemente asesinados y a aquellos que fueron protagonistas de esos crímenes. El derecho a reclamar está consagrado por la Carta Magna pero nadie está autorizado a cometer crímenes so pretexto de reclamar derechos y, menos aún acabar con la vida de policías desarmados.
Esta misma actitud, se manifestó en la conferencia de prensa brindada por Fernando Lugo con relación a lo ocurrido en la estancia Morumbi, en donde ni siquiera tuvo la delicadeza de prometer el castigo de los asesinos de esos policías y de quienes instigaron a los campesinos a tomar las armas so pretexto de luchar por sus derechos.
El Presidente Fernando Lugo está propiciando y fomentando, a través de algunos miembros de su gabinete y de sus cómplices que fungen de dirigentes carperos y otras organizaciones campesinas, un conflicto social de dimensiones impredecibles y que por su comprobada incapacidad no podrá luego solucionar.
Personalmente, desde luego, manifiesto mi convicción de que el camino de la crisis y el conflicto social y armado no será el producto de negligencia o simple impericia del Presidente sino directamente el objetivo que el mismo ha buscado durante el tiempo que fue obispo y que hoy pretende desarrollar para proyectar y consolidar su anhelo de un régimen autoritario, sin libertades, con la aniquilación de la libertad de prensa y la imposición del partido único que profesan los enemigos de la democracia y los adherentes del socialismo del Siglo XXI.
Fernando Lugo y sus ministros deben respetar el derecho de todos los ciudadanos pero resulta inadmisible e injustificable que pretendan poner en pie de igualdad a los criminales y a sus víctimas, a los asesinos y a los policías que fueron cobardemente asesinados.
Mientras los familiares lloran por sus muertos, Fernando Lugo debe estar reuniéndose con los cabecillas e instigadores de los sucesos ocurridos el viernes pasado en Curuguaty y no se visualiza posibilidad alguna de que Fernando Lugo rectifique su conducta, que ya ha costado decenas de vidas de compatriotas que han caído víctimas de la inseguridad que él mismo se ha encargado y esforzado de generar.
2.4 PROTOCOLO DE USHUAIA II.Este documento constituye UN ATENTADO CONTRA LA SOBERANÍA de la República del Paraguay y ha sido suscrito por el Presidente FERNANDO LUGO MENDEZ con el avieso propósito de obtener un supuesto respaldo en su descarada marcha contra la institucionalidad y el proceso democrático de la República.
Dicho documento ya ha motivado un pronunciamiento de la Comisión Permanente del Congreso Nacional, destacándose la falta de transparencia en el procedimiento que dio lugar a la firma del documento y a su contenido al punto que hasta la fecha, el Poder Ejecutivo no lo ha remitido al congreso para su conocimiento y consideración. A través de ese documento, los países vecinos podrían cortar el suministro de energía a la República del Paraguay.
El documento firmado en Montevideo, en diciembre de 2011, para remplazar al Protocolo de Ushuaia (Carta Democrática del Mercosur), tiene sus orígenes en un documento previo, presentado ante la Unasur (Unión de Naciones Suramericanas), que fue pergeñado por los presidentes de la región para protegerse unos a otros.
La principal características del Protocolo de Ushuaia II es la identificación del Estado con la figura de los presidentes para, en el nombre de la "defensa de la democracia", defenderse unos a otros.
2.5 CASO MATANZA CURUGUATY.Ha quedado demostrado con los hechos acaecidos en los Campos Morombi, Curuguaty, Departamento de Canindeyú, la patente inoperancia, negligencia, ineptitud e improvisación de este gobierno liderado por Presidente Fernando Lugo Méndez, que amerita la acusación de la Cámara de Diputados por mal desempeño de funciones ante la Cámara de Senadores.
Fernando Lugo, hoy por hoy representa lo más nefasto para el pueblo paraguayo, que se encuentra llorando la pérdida de vidas inocentes debido a la criminal negligencia y desidia del actual Presidente de la Republica, quien desde que asumió la conducción del país, gobierna promoviendo el odio entre los paraguayos, la lucha violenta entre pobres y ricos, la justicia por mano propia y la violación del derecho de propiedad, atentando de ese modo permanentemente contra la Carta Magna, las instituciones republicanas y el Estado de Derecho.
No cabe duda que la responsabilidad política y penal de los trágicos eventos registrados 15 de junio del presente año, que costó la vida de 17 ciudadanos paraguayos entre policías y campesinos, recae en el Presidente de la República, Fernando Lugo, que por su inacción e incompetencia, dieron lugar a los hechos acaecidos, de conocimientos públicos, los cuales no necesitan ser probados, por ser hechos públicos y notorios.
El incidente no surgió espontáneamente, fue una emboscada a las fuerzas de seguridad; fue algo premeditado, producto de un plan debidamente concebido, planificado y llevado a la práctica, gracias a la complicidad e inacción del Gobierno de Fernando Lugo, responsable directo de la crisis que hoy atraviesa nuestra amada Patria.
Ya desde la Honorable Cámara de Diputados se levantaban voces de advertencia, ya se avizoraba lo que hoy es una realidad, la pérdida de vidas humanas. Hoy, podemos afirmar que este es el final que deseaba Fernando Lugo, este fue siempre el plan ideado por el mismo, con la única finalidad de crear las condiciones de crisis social y, conmoción interna que justifiquen un asalto del presidente Fernando Lugo y sus seguidores a las instituciones de la República, con el propósito de instalar un régimen contrario a nuestro sistema Republicano. Este deseo desmedido, hoy nos hace lamentar las pérdidas de vidas humanas, en una cantidad nunca antes vista en la historia contemporánea de la República del Paraguay.
Todas las evidencias, que son públicas, nos demuestran que los acontecimientos de la semana pasada no fueron fruto de una circunstancia derivada de un descontrol ocasional, por el contrario, fue un acto premeditado, donde se embosco a las fuerzas del orden público, gracias a la actitud cómplice del Presidente de la Republica, quien hoy no solo debe de ser removido por juicio político, sino que debe de ser sometido a la Justicia por los hechos ocurridos, a fin de que esto sirva de lección a futuros gobernantes.
Estos grupos extremistas, como el autodenominado Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP) o los mal llamados Carperos, se fortalecieron día a día gracias a la incompetencia y complacencia de Fernando Lugo, que en lugar de combatirlos, como era su obligación, los recibía y apadrinaba. No cabe la menor duda que Fernando Lugo ha fortalecido a estos grupos criminales, quienes hoy no solo desafían y amenazan abiertamente a los ciudadanos honestos, sino que llegan a lo más bajo que puede caer un ser humano, que es atentar contra la vida de otro. Tan poco hoy importa al Presidente Lugo el Estado de Derecho y la vida humana, que en lugar de enderezar rumbos, se mantiene en su posición, manifestando que seguirá reuniéndose con estos criminales.
Fernando Lugo es el directo responsable de que hoy nuestro país esté viviendo días de luto. Tanto él como su incapaz ex Ministro del Interior Carlos Filizzola, deben responder ante la ciudadanía por los trágicos acontecimientos registrados en el Departamento de Canindeyú.
No existe voluntad alguna de combatir estas formas de violencia, que tanto daño ya ha causado a nuestra sociedad, es por ello que debemos de cumplir con nuestra obligación Constitucional, e iniciar el proceso de juicio político por mal desempeño contra el Presidente de la República, quien desde que asumió el Gobierno ha instado al incumplimiento de órdenes judiciales de desalojo, así como a la promoción de mensuras judiciales sin mediar juicio entre las partes, o abasteciendo de provisiones y enseres a los ocupantes de tierras han sido los signos que marcaron las acciones y el temperamento de este Gobierno.
3. PRUEBAS QUE SUSTENTAN LA ACUSACIÓNTodas las causales mencionadas más arriba, son de pública notoriedad, motivo por el cual no necesitan ser probadas, conforme a nuestro ordenamiento jurídico vigente.
4. CONCLUSIÓN.
El Presidente de la Republica Fernando Lugo Méndez ha incurrido en mal desempeño de sus funciones en razón de haber ejercido el cargo que ostenta de una manera impropia, negligente e irresponsable, trayendo el caos y la inestabilidad política en toda la Republica, generando así la constante confrontación y lucha de clases sociales, que como resultado final trajo la masacre entre compatriotas, hecho inédito en los anales de la historia desde de nuestra independencia nacional hasta la fecha, en tiempo de paz.
La causal de mal desempeño en sus funciones aparece en su actitud de desprecio ante el derecho y las instituciones republicanas, socavando los cimientos del Estado Social del Derecho proclamado en nuestra Carta Magna. Su complaciente actuar lo hace cómplice por acción y omisión en todos los casos antes citados, que legitiman la presente acusación.
5.- DERECHOSe funda la presente acusación por mal desempeño de funciones de conformidad a lo establecido en el Articulo 225 de la Constitución Nacional.
6. PETITORIO.6.1.- Definitivamente, la gestión del presidente Fernando Armindo Lugo Méndez ha perjudicado enormemente los intereses supremos de la Nación, que de continuar, apeligra gravemente la convivencia pacífica del pueblo paraguayo y la vigencia de los derechos y garantías constitucionales, por lo que se halla sobradamente justificada hacer lugar a la presente acusación contra el presidente Fernando Armindo Lugo Méndez por la Honorable Cámara de Senadores, por mal desempeño de funciones.
6.2.- En mérito a los argumentos precedentemente señalados dicten resolución, declarando culpable al presidente Fernando Armindo Lugo Méndez, y en consecuencia, separarlo del cargo que ostenta, de conformidad a lo establecido en el Artículo 225 de la Constitución Nacional.
6.3.- En consecuencia remitir los antecedentes a la Justicia Ordinaria.


Ao ler o seguinte artigo já me vem a mente outra coisa comum da América do Sul: a fragilidade das instituições e, em particular, do judiciário. Parece que para retirar um chefe de estado é simples, sem embaraços por lá. Mas vemos que isto abre precedentes para várias interpretações. São vagos os motivos para o afastamento. Não há dispositivos claros para cassação ou qualquer investigação. Fica a impressão de uma coisa subjetiva.

É frágil, como o leitor pode ver, o artigo sobre o impeachman do chefe de estado. E esta fragilidade por ser usada da melhor forma por qualquer parlamento em dissabor com o seu mandatário. E foi o que houve nestes dias 21 e 22 de Junho. As duas câmaras do legislativo paraguaio utilizaram tal artigo para retirar seu mandatário. Sobre a nebulosa ideia de democracia, representantes eleitos, representantes do povo, os parlamentares cassaram o presidente sem dar a este qualquer tempo para a sua defesa. Golpe encoberto ou mecanismo legal constitucional? Ou golpe utilizando-se os mecanismos legais? Em minha opinião, pode até ser um processo legal, mas o novo governo não tem legitimidade.

Para tanto, vejam o discurso: Foram eleitos pelo povo, logo suas ações devem ser respeitadas pois foram eleitos democraticamente e por isso a vontade do povo deve ser respeita. Então, baseado nisso, todos devem respeitar a vontade do povo. Então eu pergunto: e o que houve com a reforma agrária que eles barraram? não era a vontade do povo?

Mas não existe a vontade do povo. Existe a miséria explorada pelos grupos de esquerda e direita. E aí compram votos, ludibriam e iludem pessoas sofridas. Conseguem o voto destes e somam com a vontade de grupos e simpatizantes. E aí depois dizem que é nossa vontade. Eu me pergunto: por que não tiram a representatividade e colocam a democracia direta? sabe o porque? Porque eles não querem dar prestações de contas a ninguém e muito menos saber que é o povo que governa.

Escondendo-se nesta armadilha maldita, amaldiçoada e tacanha da representatividade, eles dão golpes. Fecham meios de comunicação, como na Venezuela, instaram as ditaduras militares, blindam presidentes, absolvem parlamentares envolvidos em rombos do fisco e tráfico, assinam tratados, promovem guerras, retiram direitos e acrescentam pesados deveres ao cidadão, suprimem ou negam qualquer vontade popular de mudança.

Mas muitos  paraguaios não vêem assim. Apenas compram o discurso de dominação das elites. E aí compram o velho jargão da culpa dos Estados Unidos, ou que a culpa é porque fomo colonizados, etc., e aí os grupos dominantes ficam com seus cargos e poderes cagando em nossas cabeças.

Então o que podemos depreender deste episódio paraguaio? Vocês eu não sei, mas eu vejo que foi um golpe bem orquestrado, baseado numa interpretação subjetiva da constituição, com todos os argumentos para dar legalidade ao golpe. No impeachmetn não há remoção da pessoa do cargo. Só depois do processo. É um erro na constituição paraguaia e precisa ser revistas. Senão é golpe. E pronto. Resta-nos ficar esperando um milagre acontecer ou pegar em armas e mudar o sistema que aí esta vigente. Nenhum dos que nos oprimem querem sair e largar o osso. No Paraguai o Partido Colorado dominou por sessenta anos o poder, os liberais estavam a setenta e quatro anos sem o ter. Agora eles têm e o povo não ganha nada com isso. No Brasil tanto a esquerda como a direita, no poder ou não, nos ferram a vida. Na Venezuela Chaves não quer deixar o poder e os golpistas querem tê-lo de volta. E por aí vaí.

Agora dizer que estes vagabundos eleitos "democraticamente" nos representam pelas suas ações é demais. Não lembro de ter delegado poderes para alguém roubar meu dinheiro ou suprimir meus direitos. Mas é assim mesmo, na América do Sul e na América latina, a elite dominante insere o discurso da democracia, da legalidade, e nós abraçamos a ideia de corpo e alma. E não ganhamos nada. Ou muda-se o que está ou morremos na merda.


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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Anonymous invade site da Presidência do Paraguai e avisa que "Franco não poderá governar"


Mensagem do anonymous
O grupo Anonymous invadiu o site da Presidência do Paraguai após a aprovação de impeachmant de Fernando Lugo e a posse de Federico Franco. O site ficou fora do mais de meia hora e depois retornou com a seguinte mensagem: "Federico Franco no podrá gobernar". Um dos membros do grupo afirmou que não era contra nenhum presidente, mas contra o golpe. O processo de cassação durou menos de 24 horas e trouxe ao poder os liberais que não governavam a 74 anos.

Mensagem do anonymous
Vários membros da UNASUL já se manisfestaram contra o afastamento de Lugo e não vão reconhecer o governo. Ameaças de retaliações já foram feitas pelo presidente Hugo Chavez Ele disse: "Eu, em nome do povo venezuelano e como chefe de Estado digo, a Venezuela não reconhece a este nulo, ilegal e ilegítimo governo que se instalou em Assunção". O presidente boliviano Evo Morales disse que "não reconhecerá um governo que não surja das urnas e do mandato do povo". Cristina Kirchner também afirmou ser um golpe de estado em um comunicado no site oficial do governo. Leia a nota:

"Argentina no va a convalidar el golpe en Paraguay, afirmó la Presidenta

La presidenta Cristina Fernández afirmó esta noche que "es inaceptable" la situación que se vive por estas horas en la República del Paraguay, dónde el Senado destituyó al presidente constitucional Fernando Lugo tras en rápido trámite parlamentario.

Para la Jefa de Estado "sin lugar a dudas hubo un golpe de Estado" en el vecino país. A su vez, anunció que los gobiernos de la región adoptarán en conjunto "un curso de acción que delinearán nuestras cancillerías", y recordó que "Unasur ha tenido un pronunciamiento unánime en Río de Janeiro" sobre el proceso que terminó con la destitución del presidente Fernando Lugo.

Cristina Fernández sostuvo también que la destitución de Lugo es "un ataque a las instituciones" y, como tal, "inaceptable" para una región que había superado este tipo de situaciones. Además reveló que tanto ella, como el canciller Héctor Timerman, dialogaron con el presidente Lugo antes de que el senado paraguayo votara la destitución."


No site da presidência os membros do Anonymous postaram a seguinte mensagem:



Página da Presidência do Paraguai invadida

Marcello Lachi es doctor en Ciencias Políticas de la Universidad de Siena y vive en Paraguay desde 1997. En una entrevista con Infobae América, explicó qué cálculos políticos han hecho el Partido Colorado y el Partido Liberal Auténtico Radical (PLRA) para promover el juicio político contra el presidente Fernando Lugo.

Hay algunos factores que estos dos partidos tradicionales no han tenido en cuenta, lo que podría provocar un cambio político en un país que ahora se asoma a un abismo institucional.

¿Cuáles son los motivos para impulsar un juicio político contra Lugo?

No existen los motivos. Las justificaciones que han dado el Partido Liberal y el Colorado son excusas baratas, pueriles. No tienen sentido porque no vienen motivadas por el accionar del presidente. Si la masacre en Curuguaty fuera una motivación, habrían abierto un juicio político contra el ministro del Interior, en última instancia. Las razones que han dado son ridículas, son un libelo acusatorio. Agitan recortes de diario, opiniones de periodistas, pero no hay pruebas.

¿Por qué los liberales han apoyado el juicio político?

Tienen una manera bruta de hacer política. Saben que el vicepresidente Federico Franco, perteneciente al Partido Liberal, no se va a presentar en abril de 2013 en las elecciones presidenciales, así que pretenden que él se haga cargo del Gobierno en estos meses mientras cooptan el Estado.

Aquí la política no es refinada, los liberales quieren el poder de manera clientelar por un año para ganar así las elecciones. Creen que manejando el Estado y contratando 50.000 nuevos funcionarios pueden ganar los comicios.

¿Qué peligro implica la destitución de Lugo?

De caer Lugo, el resto de los países que conforman la Unasur van a cerrar fronteras con Paraguay y la soberanía de un gobierno liberal se va a limitar a su propio territorio. América Latina no va a permitir cualquier porquería. Tiene que haber un proceso digno. La Unasur actuará en consecuencia.

¿Qué provecho saca el Partido Colorado con el juicio político?

Los colorados son más inteligentes que los liberales y saben que no es suficiente estar un año en el Gobierno para superarlos a ellos, que estuvieron el poder durante 61 años. Los liberales quieren llevar ahora su juego solos, pero esto se les va a volver en contra porque nadie más se va a aliar con ellos.

Ahora harán lo posible para que el gobierno de Franco sea un fracaso. Harán sabotaje interno. Franco será presidente, pero no podrá gobernar. Cuando asumió Lugo, garantizó el trabajo a los funcionarios públicos que estaban, y eso Franco no lo hará. No hay que olvidar que en Paraguay hay 200.000 funcionarios públicos y están muy sindicalizados.

Los colorados encabezan las encuestas de cara a las presidenciales

Sí, y tienen una cosa muy clara. Cuando se han enfrentado en los comicios generales a un solo candidato, han perdido. Pero históricamente ganan siempre, a nivel municipal, gobernativo y presidencia, cuando son tres los candidatos  aspirantes.

Para ellos, ya es un éxito haber conseguido romper la alianza gubernamental entre la coalición gobernante (la Alianza Patriótica para el Cambio) y el Partido Liberal. Si la izquierda y los liberales se presentan por separado a unas elecciones, los colorados ganan al menos con el 35% de los votos. El ex presidente Nicanor Duarte (2003-2008), por ejemplo, ganó con el 40 por ciento.

¿Y qué ocurrirá con los liberales?

La destitución de Lugo supondrá el fin del Partido Liberal, porque los conflictos internos que tienen van a socavar el apoyo popular. Serán como el Partido Colorado de Uruguay, que tiene el 15% del respaldo.

¿Qué puede revertir este proceso contra Lugo?

Más que el apoyo popular, es muy importante la presión internacional. Los liberales y los colorados están jugando con fuego, porque la Unasur no va a permitir que hagan lo que quieren. Paraguay depende mucho de las importaciones y exportaciones, y de cerrarse las fronteras, eso los va a afectar muchísimo. Pero a ellos no les importa lo que quiere el pueblo. Representan la clase política tradicional.

¿Y eso que significa?

Que no entienden que cada vez más gente en Paraguay quiere participar en los procesos políticos. Hace cinco años esto no existía, y estos partidos no están acostumbrados a que el pueblo se movilice por iniciativa propia. Aunque todavía no es una tendencia mayoritaria entre los paraguayos, cada vez más sectores están tomando conciencia de lo que significa ser ciudadanos. Eso no significa nada ni para los liberales ni para los colorados, que sólo se acuerdan del electorado cada cinco años.

Destituyan o no a Lugo, esto no va a terminar así. El movimiento popular contra la forma tradicional de hacer política va a crecer cada vez más.






Leia também Senado cassa lugo em processo polêmico

Nota: O site da Presidência continua fora dor desde o dia 27, quarta-feira.
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Senado cassa Lugo em processo polêmico no Paraguai

Da BBC Brasil

O Senado do Paraguai votou nesta sexta-feira a favor do impeachment do presidente Fernando Lugo. Conduzido e consumado por opositores em pouco mais de 24 horas, o processo sofreu fortes críticas da comunidade internacional - para quem Lugo não teve o tempo necessário para se defender.


Lugo foi considerado culpado de cinco acusações por 39 senadores. Apenas quatro votaram por sua absolvição.

BBC Brasil/Reuters - Senadores debatem o impeachment.
"(Após a votação nominal) se declara (Lugo) culpado e portanto (ele) fica separado dos plenos direitos de seu cargo", declarou o presidente do Senado Jorge Matto.

A proposta de destituição do presidente foi o resultado de uma crise política iniciada com a morte de 18 pessoas - policiais e sem-terra - em uma ação de reintegração de posse de uma fazenda há uma semana.

Na quinta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o início do processo de impeachment, em sessão extraordinária.

Em seguida, Lugo fez pronunciamento em cadeia nacional de TV para desmentir rumores de que pretendia renunciar. Disse também que se submeteria ao processo no Parlamento e aceitaria suas consequências.

Horas depois, deputados fizeram uma apresentação no Senado de cinco acusações contra Lugo. Eles se baseiam no suposto envolvimento irregular do presidente com sem-terra e movimentos sociais.

Em uma delas, Lugo é acusado de subordinar unidades militares do país a grupos carperos (sem-terra) que as teriam usado para intimidar fazendeiros.

Os parlamentares também responsabilisaram Lugo pelas mortes ocorridas no conflito agrário da semana passada e o censuraram por ratificar um tratado do Mercosul que autoriza intervenções em países onde a democracia esteja ameaçada.

Após a apresentação das acusações, Lugo teve 18h horas para elaborar usa defesa e duas para apresentá-la ao Senado.

Ele preferiu não ir à sessão pessoalmente e enviou cinco de seus advogados para representá-lo no Parlamento, onde a oposição goza de ampla maioria (apenas três dois 45 senadores apóiam Lugo). Por volta das 16h30 (17h30 de Brasília) começou a votação para decidir sobre o impeachment.

Em entrevista à TV Telesur, Lugo afirmou na quinta-feira estar sendo vítima de um golpe de Estado. "Este é um golpe 'expresso' porque (os parlamentares) o implementaram nas primeiras horas da noite", disse.


Apoio

Dentro e de fora do Paraguai, porém, já há movimentações em favor do presidente paraguaio.

De um lado, países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) estão apoiando e legitimando Lugo. Eles podem até impor sanções ao Paraguai no caso "de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática".

Do outro, movimentos sociais e aliados de Lugo prometem tomar as ruas de Assunção para protestar caso ele seja afastado.

De acordo com o ABC Color, cerca de 1.500 manifestantes acamparam nas imediações do Congresso para pressionar os deputados a rejeitarem um impeachment.

Hoje, mais 70 ônibus com aliados de Lugo devem chegar a Assunção vindos de diversas partes do país, segundo o governador da província de São Pedro, José "Pakova" Ledesma.

Já na quinta-feira à tarde diversos comércios fecharam as portas no centro de Assunção por medo de confrontos. A expectativa é que muitos não abram hoje.

Lugo foi eleito em 2008 com 41% dos votos, mas não há clareza sobre os seus índices de aprovação hoje. Segundo o instituto de pesquisas paraguaio Enrique Taka Chase, sua popularidade teria caído de 58% para 38% desde então. Uma pesquisa do Centro de Estudios y Educación Popular Germinal, porém, ainda lhe dava 58% de aprovação em janeiro.

Seu mandato interrompeu seis décadas de hegemonia do Partido Colorado na política paraguaia - grupo que colaborou ativamente em sua queda nesta quinta-feira.


Fonte: 

Senado cassa Lugo em processo polêmico no Paraguai. Acessado em 22 de Junho de 2012.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

A ameaça de golpe militar do General - A volta do poder moderador

O Imperador Dom Pedro I, desejoso de ter todo o poder colocou em prática o chamado poder moderador. O que é o poder moderador? Era um poder idealizado por Benjamin Constant. Este poder se sobrepunha aos poderes executivo, legislativo e judiciário. Pedrão, que não era burro, adotou-o para intervir em caso de os três poderes não seguissem suas normas. No Brasil "Revolucionário" era um eufemismo usado pelos militares para as forças armadas. No caso de não concordância com as forças armadas, eles entrariam em atuação e tomariam o poder, ação que já estavam acostumados desde a República Velha. Com a instauração da Comissão da Verdade, muitos militares estão preocupados em blindar muitos torturadores e criminosos que atuaram no país e alguns podem ser os seus vizinhos, nobre leitor. Alguns deles ameaçam de forma clara. Outros são mais sucintos. Mas não é o caso do general Leônidas Pires Gonçalves (Cruz Alta, RS, 1921). Ele foi ministro da defesa da raposa velha, dona do Maranhão, José Sarney. Quando Tancredo Neves morreu, uma ala do exército queria que o salafrário Ulysses Guimarães assumisse a presidência. Mas o general usou a ameaça do "poder moderador" ainda vivo para acabar com as chances desta ala divergente. Hoje ele coloca em pratos limpos e ameaça com o mesmo poder moderador. Sejamos francos: do jeito que brasileiro é burro, com memória curta, se eles darem um golpe, serão ovacionados. Motivos eles têm. O mar de corrupção instalado nos últimos doze anos, insatisfação de muitos setores da sociedade e dos próprios militares com o seu atual soldo. Pessoas comuns não irão por mãos em armas. A não ser a sofrida classe média, os universitários e os grupos partidários. O povo, com carnaval, cerveja, uma mulher gostosa e alguns programas televisivos bastarão para amortece-los. Sem mais delongas vamos à entrevista concedida à jornalista Tânia Monteiro, do jornal O Estado de São Paulo.


"Comissão da Verdade é 'moeda falsa', que só tem um lado" -  general Leônidas Pires
Aos 91 anos, Leônidas Pires, ex-ministro do governo Sarney, mostra indignação e diz que Exército está sendo 'sumariamente julgado'

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo


Ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o general da reserva Leônidas Pires Gonçalves atacou a presidente Dilma Rousseff e a Comissão da Verdade instalada na quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, classificando-a de "uma moeda falsa, que só tem um lado" e de "completamente extemporânea". Ao Estadão, Leônidas disse que a presidente Dilma deveria ter "a modéstia" de deixar de olhar o passado e olhar para frente, "para o futuro do País".

Recolhido em sua residência, Leônidas, que está com 91 anos, evita fazer declarações à imprensa, mas fez questão de falar sobre a instalação da Comissão da Verdade por considerar que os militares estão "sendo injustiçados" e não vê quem os defenda no governo. Segundo ele, quando Nelson Jobim era ministro da Defesa havia um interlocutor. "Ele se colocava", disse. "Mas o seu sucessor, Celso Amorim, que deveria se manifestar está ligado ao problema."

O general se diz indignado com o que define como "injustiça que está sendo feita com o Exército". Para ele, a Força está sendo "sumariamente julgada e punida". Mas Leônidas defendeu a liberdade de expressão. "Que se respeite a minha opinião. Aqui é uma democracia. A palavra é livre e isso foi graças à nossa intervenção", reagiu.

Para ele, "embora o discurso seja de que não haverá punição com esta Comissão da Verdade, já estão promovendo a maior punição ao Exército, que está tendo o seu conceito abalado injustamente".

O ex-ministro do Exército acha que os comandantes militares deveriam falar em defesa da categoria e espera que eles, pelo menos, estejam levando a insatisfação dos oficiais aos demais integrantes do governo em relação à Comissão da Verdade.

Leônidas declarou ainda que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica "têm de orientar como os militares que forem chamados à comissão devem se comportar".

Convite. O general da reserva não acredita que será convidado a depor na comissão. "Não há razão para eu ser convidado", declarou ele, citando que no tempo em que o DOI-Codi do Rio de Janeiro esteve vinculado a ele, entre abril de 74 e fevereiro de 77, "nunca apareceu nada nem ninguém que tivesse alegado ter sido torturado". E emendou: "Eu já desafiei que alguém se apresentasse na TV e nunca apareceu nada".

Nas declarações feitas ao Estado, o ex-ministro - que foi um dos avalistas da posse do presidente Sarney, quando Tancredo Neves morreu, garantindo a transição de um governo militar para o civil - diz que a presidente Dilma Rousseff tem que "esquecer o passado, olhar para a frente" e se preocupar com o futuro do País.

O general Leônidas Pires rechaçou a possibilidade de a Lei de Anistia ser revogada, como um segundo passo, depois de a comissão da Verdade fazer seu trabalho, por conta de pressão das esquerdas. "Isso não tem cabimento. A não ser que exista vontade expressa do revanchismo."

Para ele, "é impossível mexer na Lei da Anistia, que foi fruto de um acordo no passado e que já foi chancelada pelo Supremo". E emendou: "Se quiserem fazer pressão no Supremo, o poder moderador tem de entrar em atuação no País".


Fontes:

Comissao da verdade é moeda falsa diz general. Entrevista. O Estado de São Paulo. Acessado em 17/05/2012.

Lei de Anistia aqui.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

[Artigos] A História Ensinada às Crianças e Adolescentes dos Colégios Militares

Associação Nacional dos Professores Universitários de História - ANPUH

29/06/2011 

Introdução
Em 13 de junho de 2010, a jornalista Ana Pinho trouxe à tona, em reportagem da Folha de São Paulo, mais um problema envolvendo política, memória e ensino de História: o livro didático adotado pelos Colégios Militares traz uma versão antidemocrática sobre a ditadura militar brasileira. O material que orienta o ensino de história de filhos de militares do exército e outros alunos admitidos por concurso é produzido pela Bibliex - Biblioteca do Exército - e vendido aos estudantes. Trata-se da obra "História do Brasil: Império e República", de Aldo Fernandes, Maurício Soares e Neide Annarumma, que integra a Coleção Marechal Trompowsky. [1] A primeira edição é de 2001 e a que temos em mãos é a quarta, revisada, de 2005. Na obra, afirma-se que o 31 de Março de 1964 foi uma revolução democrática, reagindo às orquestrações do Partido Comunista, e também para moralizar a administração pública, e, portanto não se configuraria como um golpe contra um governo democraticamente eleito. O fechamento do regime é explicado como intransigência da oposição emedebista. As torturas e  assassinatos cometidos por setores das Forças Armadas no período não são mencionados.
A matéria suscitou posições contrárias ao uso da obra, publicadas no próprio jornal, tanto de leitores quanto de articulistas da Folha de São Paulo, como Hélio Schartzman e Melchiades Filho. O assunto foi debatido na lista de discussão do Grupo de Trabalho de Ensino de História da ANPUH. Em 05 de Agosto de 2010, a Associação Nacional de História (ANPUH) enviou carta ao Ministério da Educação, Ministério da Defesa e Casa Civil da Presidência da República, manifestando preocupação diante do fato de que o ensino de história nos Colégios Militares legitima o golpe de 1964, com evidente desconsideração das mais básicas evidências factuais e da historiografia que se constituiu sobre o período. A carta apelou também para o significado profundo do ensino e da aprendizagem nos moldes apresentados pelo material didático dos Colégios Militares:
"O ensino da História é partícipe direto da produção de subjetividades, da formação de consciências, de formas de ver e interpretar o mundo, ele participa diretamente da formação ética e política do sujeito e do cidadão, por isso é de suma importância a avaliação de que versões do passado estão sendo ensinadas. Que subjetividades, que tipo de consciência, que visões de mundo podem estar sendo formadas por uma versão da história que justifica e legitima um golpe contra as instituições ainda em nome de uma pretensa defesa da democracia e da civilização ocidental e cristã, que cidadãos estão sendo formados por uma literatura que justifica, legitima e esconde o arbítrio, a tortura e a violência. Estes livros são no mínimo um duvidoso exemplo de comportamento ético."
Por fim, de todas as cartas enviadas, apenas da do Ministério da Educação obteve resposta, por parte da Coordenação Geral de Materiais Didáticos, vinculada à Secretaria de Educação Básica do Ministério. Na correspondência, a coordenadora geral limita-se a citar o artigo 3º. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que menciona os princípios gerais do ensino (entre eles, "liberdade de aprender, ensinar, pesquisa e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber"; "pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas" e "respeito à liberdade e apreço à tolerância") e o artigo 83, que regula o ensino militar, dando-lhe a autonomia de uma lei específica.
A resposta da COGEAM, se considerada em suas consequências, coloca em xeque a função de regulação do Estado, bem como de orientação temporal da historiografia. Se todos os discursos sobre a história forem igualmente válidos, então todo discurso sobre a história seria igualmente merecedor de crédito diante de seu grupo de interesse, e de tolerância do Estado, sem limites. E ignoraríamos o acúmulo e os avanços qualitativos do conhecimento histórico acadêmico, desenvolvido pelos profissionais de História. Entretanto, para além de qualquer exercício de relativismo histórico oportunista, os limites dos discursos sobre a História são postos pelo texto constitucional, a partir da definição dos crimes. Por exemplo, o MEC tem o dever agir contra uma escola ou conjunto de escolas que professe alguma superioridade ou inferioridade racial, uma vez que isso constitui a base para que alguém incorra no crime previsto no art. 5º., inciso XLII "a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão." E o que dizer de um conjunto de escolas que legitime, justifique ou se omita quanto ao que está disposto no mesmo artigo 5º, inciso XLIII, que considera crimes inafiançáveis e não anistiáveis a "prática da tortura", ou ainda no inciso XLIV "constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático." ? É evidente que os valores democráticos que embasam a sociedade brasileira não são compatíveis com os valores que embasam a obra didática em discussão, e que expressam uma determinada linha de pensamento de parte da corporação militar quanto à história recente. [2]
Por sua vez, os limites postos pela responsabilidade social da pesquisa histórica estão nas afirmações que são possíveis sobre a história, considerado o estado atual do conhecimento. O estado atual do conhecimento histórico, por sua vez, tem sido uma das principais balizas com as quais o Estado brasileiro, por meio do Programa Nacional do Livro Didático, tem avaliado a qualidade do material que distribui para as escolas públicas nacionais. O que está em tela, portanto, é a coerência de princípios para os materiais didáticos de história que são avalizados pelo Estado para todos os alunos de escolas públicas, independente do subsistema ou órgão ao qual se vinculam.
A seleção dentro da LDB, feita pela coordenadora da COGEAM em sua resposta à entidade, quer lembrar à ANPUH determinados princípios, com isso sugerindo que os mesmos não estariam sendo observados no pedido feito pela entidade. Do mesmo modo que selecionou aqueles artigos, poderia ter selecionado o artigo 4º. e seu inciso IX, que reza que o dever do Estado com a educação pública será efetivado através da garantia de "padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem."  É esse ponto que deve ser considerado, pois não se trata de uma questão de diferenças ideológicas que mereceriam tolerâncias, mas sim uma questão de defesa dos princípios fundamentais do Estado democrático de direito, como vimos acima, bem como de uma questão de garantia da qualidade do ensino.

Uma análise do volume de História do Brasil: Império e República
O melhor parâmetro de qualidade que dispomos para ser usado em uma avaliação de livro didático são os critérios do PNLD. Isso porque se trata de um programa que seleciona seus avaliadores entre os melhores pesquisadores e professores nos diversos campos da história e do ensino de história. Esse pessoal estuda e redefine continuamente uma ficha de itens que reflete o estado atual das demandas e exigências não só do campo da História, como da Educação e da própria sociedade, consolidada na legislação vigente.

O livro "História do Brasil: Império e República" seria aprovado no Programa Nacional do Livro Didático? A resposta é negativa. Em outros termos, os alunos dos Colégios Militares estão sendo privados do acesso à aprendizagem nos parâmetros contemporâneos de qualidade exigidos pelo Ministério da Educação dos livros didáticos das editoras privadas. A demonstração disso pode ser feita através da submissão do livro didático a alguns itens centrais da ficha de avaliação do PNLD, disponível na internet [3]. Evidentemente, essa análise é parcial porque se trabalha apenas com o livro do aluno e o caderno de exercícios (que é consumível, avesso às regras do PNLD), já que não tivemos acesso ainda ao manual do professor e ao primeiro volume da coleção, que trata da América Portuguesa.

Como não tivemos acesso ao manual do professor, não é possível avaliar o livro no que se refere a esse quesito. No sítio de internet da editora responsável, a Biblioteca do Exército, não há manual do professor à venda para esta obra, o que leva a crer que o mesmo é dispensado. Não há, portanto, nenhuma concepção pedagógica ou historiográfica que seja explicitada pelos autores. No entanto, é possível notar alguns traços orientadores. A forma predominante de relação proposta entre os alunos e o conhecimento histórico é a de memorização, uma vez que o conteúdo é exposto de modo declaratório e prescritivo. Isso é confirmado no caderno de atividades, em volume separado, constituído por exercícios em que, na maior parte das vezes, o conteúdo do manual deve ser repetido nas respostas dos alunos.

A vasta maioria dos exercícios é recolhida dos exames dos próprios colégios militares brasileiros. Essa opção cria uma situação de aprendizagem que é desfavorável ao pensamento crítico e ao raciocínio histórico, pois os fatos e processos são expostos na condição de verdades sintéticas e não questionáveis. O aluno não terá acesso à noção de que o conhecimento histórico é construído, dotado de historicidade, relacionado a um contexto, e assim por diante. As poucas fontes primárias que são compiladas para a obra não servem para demonstrar a característica histórica do próprio conhecimento histórico. Pelo contrário, funcionam como ilustrações não-problematizadas do texto básico, ou fontes de autoridade para o mesmo. É o caso das diversas citações lapidares de Caxias na parte referente ao Brasil imperial.

Adicionalmente, sobre a estrutura da obra, cumpre indicar que sua linha central é a descrição de acontecimentos da história política tradicional. Esta opção é tão marcada que os acontecimentos e processos que não são classificados na esfera política são tratados em partes separadas do texto, que abordam, também isoladamente, a cultura, a economia e as relações sociais. Assim isoladas as esferas da experiência humana, não se facilita a compreensão de que elas são inter-relacionadas e se influenciam mutuamente; os acontecimentos parecem brotar do acaso, e não da intricada relação entre economia, política, cultura e sociedade.

Uma concepção de conhecimento em que predomina a cronologia, a linearidade e os fatos de ordem política, com espaço limitado e subordinado para os outros campos da vida humana. Para essa configuração historiográfica, a categoria "tradicional" se aplica. No que se refere à atualização historiográfica, a obra se ressente da incorporação de bibliografia recente. Para termos uma ideia disso, basta dizer que as obras referenciadas na bibliografia têm uma idade média de 28 anos entre a edição consultada e 2005, que é o ano da edição do presente livro didático. Além disso, estão ausentes as obras que marcaram a historiografia brasileira nos últimos 20 anos, e que se pronunciam sobre os assuntos enfocados na obra.

Pedagogicamente, as concepções que se pode deduzir a partir do estudo do livro dos alunos indicam, em primeiro lugar, uma patente carência de problematização e reconstrução de saberes. O conjunto do livro do aluno e do caderno de atividades indica uma pobreza profunda de capacidades cognitivas envolvidas. A demanda cognitiva central é memorizar, acompanhada por identificar, relacionar e diferenciar, correlatas àquela. Demandas mais sofisticadas, como argumentar, comparar, criticar, analisar, sintetizar, não estão presentes de modo significativo.

A análise do item "Correção e atualização de conceitos, informações e procedimentos pertinentes ao campo da história" pode ser iniciada com uma discussão sobre a estratégia de tratamento dos conteúdos históricos. Como a concepção é de uma exposição linear e enciclopédica da sequência de conteúdos que compõe o modelo tradicional de história nacional, o problema que se colocou para os autores é de fazer caber tantos assuntos numa obra para alunos do Ensino Fundamental 2. A solução foi resumir ao máximo determinados temas, mas essa tática acaba levando a problemas de compreensão, pois faltam informações mínimas para atribuir significado ao que é narrado.  Pode-se perceber que a obra é prejudicada por uma tática de resumos para explicar fatos e processos de uma lista tradicional de conteúdos, com o que se perde a clareza em diversos pontos. Como exemplo de uma prática constante ao longo do livro, podemos citar a comparação entre o pós-independência no Brasil e nos demais países da América do Sul:

"Na América Latina, as circunstâncias impostas pelo processo histórico quiseram que os sonhos dos grandes libertadores - José Bonifácio de Andrada e Silva, San Martin e Simon Bolívar - se cumprissem segundo o modelo colonizador e a vocação história de suas metrópoles ibéricas, Portugal e Espanha. No entanto, os rumos tomados não confirmaram os anseios de Simon Bolívar, que viu o desmoronar de sua obra, quando o jugo imperial da Espanha foi substituído pelo mando dos "novos déspotas", os caudilhos." (p. 58, grifo no original)

Para compreender esse trecho, falta ao leitor saber:
a) quais foram as "circunstâncias impostas pelo processo histórico"
b) quais eram os "sonhos dos grandes libertadores" (que são colocados como equivalentes, apesar das diferenças expressivas, sobretudo entre José Bonifácio e os libertadores hispano-americanos)
c) qual era o "o modelo colonizador e a vocação história de suas metrópoles ibéricas" e como se articulavam com os ideais independentistas.

Na página 189, reconhece-se que a cassação do Partido Comunista Brasileiro em 1947 respondeu a um contexto de Guerra Fria, relativizando a alegação jurídica de que o partido teria sido extinto por ser autoritário. Entretanto, em nenhum outro momento o aluno é informado sobre o que vem a ser essa expressão.

Esta falta de clareza devido à economia excessiva de detalhes (que por sua vez se deve à opção de dar conta de um amplo panorama tradicional de acontecimentos) espalha-se pela obra, tornando inviável a compreensão dos processos históricos. Muitos, incompreensíveis, somam-se à massa de dados que cumpre ao aluno memorizar, sem atribuir significado ou interpretar, ações que ficam em plano secundário.

Além disso, são comuns as excessivas simplificações explicativas e a redução das causas a uma única, não raro de caráter eventual. É o que ocorre, por exemplo, na explicação da renúncia do regente Feijó: ela teria se dado porque o regente não conseguiu organizar um partido para apoiá-lo (p. 19).

Na obra verificam-se diversos juízos de valor, sem argumentação que os sustente ou espaço para visões contrárias. Por exemplo, na p. 19, abaixo de uma definição de pátria por Olavo Bilac ("a paridade dos gostos e costumes, comunidade de línguas, coesão de leis, identidade de condições físicas e morais, com participação nas mesmas lembranças e nas mesmas esperanças), há a frase solta dos autores: "Durante a Primeira República isso nem sempre ocorreu". Como essa ressalva é feita apenas para a Primeira República, transmite-se a impressão de que em outros momentos aquela noção de pátria teria encontrado pleno acolhimento na realidade nacional.

Como não poderia deixar de ser, a explicação sobre o Golpe de 1964 e a ditadura militar é a maior expressão das características negativas da obra, e não por acaso o trecho que mais chamou a atenção de jornalistas e articulistas pelo seu conteúdo. Queremos demonstrar que o problema não está na opção política da obra, que deveria em tese ser tolerada, mas no fato de que essa opção política conduz a um ensino de história que não somente é de baixa qualidade, mas que beira as raias da desonestidade intelectual para manter uma versão conservadora dos acontecimentos. Omissão de informações, desconhecimento dos estudos acadêmicos aprofundados sobre o assunto, distorção de acontecimentos e processos e explicação por meio dos discursos políticos dos vencedores à época são consequências da estratégia estabelecida.

O primeiro elemento a ser considerado é o nome dado ao movimento, na página 199 Ao assumir a expressão "Revolução de 1964", a obra adere ao discurso político da época, em vez de referir-se aos estudos históricos e sociológicos que são considerados hoje o estado atual do conhecimento científico sobre o assunto. Para esses estudos, o movimento de derrubada do presidente João Goulart e a instauração de um novo governo em 1964 não constituem uma revolução, mas um golpe de estado. Sob o subtítulo "Revolução de 1964" ficam subsumidos os mandatos dos presidentes Jânio e Jango, estabelecendo uma estranha periodização em que os últimos governos do período democrático de 1945 a 1964 gravitam em torno do golpe.

A narrativa está envolvida em um tom que lembra teorias da conspiração. Exatamente no momento em que a esquerda começa a se fragmentar, os autores descrevem que ocorria uma orquestração revolucionária por obra do Partido Comunista. Entretanto, a linha do PCB nesses anos era de apoio crítico ao desenvolvimento econômico e a aliança com o que se chamava de "burguesia nacional". Em parte por conta dessa opção, em 1961 o PCB perdeu militantes para a organização de esquerda "POLOP", e em 1962 cindiu-se entre PCB e PCdoB. Deste modo é claro que a "orquestração comunista subversiva" corresponde ao discurso político da época, que precisava do fantasma comunista para justificar a quebra da ordem democrática, e não a uma análise fundamentada. Esse sujeito oculto chega a ser nominado como "comando subversivo", na p. 200, como se existisse uma coordenação mutuamente aceita entre os diversos grupos de esquerda, o que não era real. Ao mesmo tempo, se oculta a estruturação do golpe por meio do complexo IPES/ IBAD, fartamente documentada e discutida, por exemplo, pela obra já clássica de Richard Dreifuss, "1964: a conquista do Estado", que funcionava como um estruturador de classes sociais dominantes, interesses estrangeiros e lideranças militares em torno de um novo projeto econômico e social que pudesse superar o desenvolvimentismo e o crescimento do poder de negociação das classes trabalhadoras através de seus sindicatos e movimentos. Na mesma página, são claros os juízos de valor na seleção da ilustração única, que é da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, e da descrição da mesma como "um espetáculo comovente".

A parcialidade continua ao descrever a greve dos marinheiros como indisciplina militar, epíteto do qual foram poupados, por exemplo, as revoltas militares tenentistas da década de 1920. O mau hábito do resumo excessivo complica a descrição do período ao afirmar que "uma inusitada reunião política nas dependências do Automóvel Clube do Brasil" agredia nação e significava uma manifestação de indisciplina. Sem a informação de quem participou da reunião e de qual era seu assunto, ao aluno só cabe crer na descrição.

Descreve-se o golpe como o resultado da ação de lideranças democráticas, civis e militares, "grupos moderados e respeitadores da lei e da ordem". Para além a dúvida sobre como um grupo de respeitadores da lei depõe um presidente legitimamente eleito e referendado também por um plebiscito, trata-se de uma descrição incompleta, pois não dá conta do conjunto de interesses e classes mobilizadas para o golpe, reduzindo-o a um movimento de poucos líderes militares apoiados de perto por alguns civis e de longe pela massa.

Também se descreve o regime de forma lacunar, tanto em suas motivações declaradas (combater a corrupção e a comunização e reorganizar a administração do país) quanto nas consequências efetivas de suas realizações. Por exemplo, o milagre econômico é explicado de modo desvinculado da carestia dos anos 70 e da crise econômica do início dos anos 80, embora sejam processos relacionados. A lacuna mais expressiva, entretanto, é o ciclo de violação dos direitos humanos, tortura, assassinato e desaparecimento de opositores políticos e seus familiares, realizados por setores das forças armadas e associados, ao arrepio inclusive das leis militares. Esse quadro, que seria impossível sem a suspensão de direitos em função do AI-5, é omitido. Omite-se que o recrudescimento da repressão militar chegou mesmo a ameaçar a autoridade do presidente Ernesto Geisel, que se viu na contingência de exonerar o Comandante do 2º Exército, general D'Ávila Mello por ter permitido as mortes de Manuel Fiel Filho e Vladimir Herzog, este nas dependências do exército em São Paulo. Também o tragicamente frustrado atentado terrorista do Riocentro, que estava sendo preparado por militares do exército, é omitido.

Com tantas omissões, fica impossível para o aluno entender que a Anistia também se referia ao perdão dos crimes cometidos por membros das forças armadas e seus associados na repressão aos opositores da ditadura. De um modo geral, todos os atos antidemocráticos da ditadura são explicados como reações à intransigência dos opositores, explicação que nem serve ao caso, pois transigência é possível num estado de relativa simetria entre as forças opostas, o que não está dado em uma ditadura.

Notas

[1] O livro é adotado no sistema de escolas militares sob responsabilidade do Exército Brasileiro, através de sua Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial. http://www.depa.ensino.eb.br/pag_projetocmbhistoria.htm.
[2] A ANPUH respondeu a esta carta da COGEAM lamentando e manifestando sua decepção com a postura de indiferença manifestada.
[3] Disponível em http://www.fnde.gov.br/index.php/ph-arquivos/category/12-guias-pnld-2011?download=40%3Apnld2011historia.
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